Stress Pós-Traumático – O que é?
O stress pós-traumático é uma doença que normalmente esta associada a acontecimentos marcantes, como é o caso das experiências que os veteranos de guerra enfrentam.
Contudo, na verdade, hoje sabe-se que acidentes, tragédias pessoais tais como a morte de familiares, abusos sexuais e violência doméstica, são igualmente factores que induzem no stress pós traumático.
O que caracteriza esta condição e a torna patológica é o facto da pessoa não conseguir lidar com o acontecimento que a marcou, criando uma desorganização mental que a leva a comportamentos e atitudes inadequadas e que muitas vezes incapacitam a pessoa de levar uma vida normal.
De modo a que se possa identificar o mais precocemente possível uma situação destas é importante que o leitor esteja informado acerca dos sinais de aviso.
Podemos falar em sinais de alarme sempre que os mesmos persistam para além de um mês. Estes sinais são caracterizados por pesadelos ou pensamentos relacionados com o acontecimento traumático, problemas de sono, alterações do apetite, ansiedade, períodos prolongados de tristeza, perda de energia, alterações da memória, choro espontâneo, etc.
Alguns destes sintomas podem de igual forma ser verificados em crianças e podem ser semelhantes aos dos adultos. Deve-se ter uma atenção redobrada sempre que algumas das manifestações que se seguem ocorram durante um período de tempo prolongado. Essas manifestações são: medo de morrer numa idade precoce, perda de interesse por actividades normais, sintomas físicos (por exemplo, dor de cabeça ou dor de barriga), reacções emocionais súbitas e de grande intensidade, dificuldade em adormecer e manter um sono contínuo, regressão comportamental (por exemplo, voltar a chuchar no dedo, enurese).
Em Portugal, cerca de 8% da população apresenta sintomas de stress pós-traumático. Este valor situa-se bem acima da média mundial, que se estima ser de 3%.
O tratamento deste problema é realizado, geralmente, através da psicoterapia individual e/ou familiar e da psicofarmacologia. Também neste contexto a integração dos familiares no processo de tratamento é imprescindível.
Um dado importante relacionado com esta problemática foi apresentado em 2007 na Conferência Europeia do Cancro, realizada em Barcelona, e que revelou, a propósito do stress pós-traumático, que os adolescentes filhos de doentes com cancro sofrem de sintomas de stress pós-traumático e problemas emocionais, cognitivos e comportamentais.
Estes resultados revelam a importância que os profissionais de saúde têm na identificação desses sinais, devido à elevada prevalência desta perturbação nos filhos de um progenitor com doença oncológica.
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