Sinais de Aviso
Muitas são as vezes que pensamos em procurar ajuda. Em geral, as pessoas e/ou familiares que chegam aos consultórios estão em sofrimento. Perderam o emprego, terminaram um relacionamento, têm um familiar doente, pensam na falta de um ente querido, apresentam dificuldades na escola, no trabalho, sofrem de doenças crónicas, dificuldades de relacionamento, timidez, abuso de drogas e sentem-se sozinhas incapazes de resolver aquilo que lhes atormenta e impede de retomar a “vida normal”. A lista dos motivos é muito extensa e o receio em não conseguir controlar a situação é ainda maior. Associado a esse medo encontra-se a descrença associada ao tratamento. Porém, e para que um tratamento seja realmente eficaz é crucial que a pessoa esteja motivada.
É importante possibilitar que a pessoa reconheça o papel que desempenha na sua recuperação e seja esclarecida quanto aos seus sinais de alerta de modo a que a identificação precoce dos mesmos possibilite a prevenção do agravamento da sua situação.
Os sinais de aviso são sinais que ajudam as pessoas a perceber se estão pior de saúde. Ajudam também a diminuir os atrasos no tratamento. Cada pessoa tem o seu conjunto próprio de sinais de aviso que pode indicar uma recaída.
Existe geralmente um atraso entre o adoecer e a altura em que se pede ajuda e se recebe tratamento. Os atrasos no tratamento podem significar recuperações mais lentas e menos completas. Uma das principais ideias em relação aos sinais de aviso é que estes devem servir para aumentar a atenção de uma pessoa em relação ao estado de saúde e não devem servir para deixar a pessoa mais alarmada e mais ansiosa.
Por vezes as pessoas pedem ajuda a um amigo ou a um familiar para estarem atentos, pois assim sentem-se apoiados a todo o momento.
Um bom contato com os serviços de saúde também ajuda. Assegura que, em caso de existir alguma dúvida, podem contactar alguém ficando assim menos preocupados com uma situação.
Os comportamentos podem ser reacções breves a situações de preocupação ou stress, resultantes de problemas com a escola ou o trabalho. Por outro lado podem, de igual forma, ser sinais de uma recaída. A ideia fundamental é a atenção a estes comportamentos no tempo, a sua persistência e a possibilidade de poderem ser tiradas as dúvidas em relação aos mesmos. A família poderá, por exemplo, ser ajudada a identificar os sinais de aviso que identifica no seu familiar.
De maneira q a facilitar esse trabalho é fundamental que sejam desenvolvidas formas de actuação eficazes que possibilitem essa identificação e que auxiliem doentes e familiares a prevenirem recaídas.
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