A comunicação nas famílias
As relações interpessoais representam os contactos que estabelecemos com as pessoas que se encontram à nossa volta e ocorrem em todos os meios: no meio familiar, educacional, social, institucional e profissional. Estão ligadas aos resultados finais de harmonia, avanço, e progressos ou de estagnação, agressão, conflito ou alienamento.
Ao longo da prática clínica que tenho exercido deparo-me com situações que afetam as relações interpessoais que as pessoas desenvolvem entre si. Este problema acaba por manifestar-se em diversas áreas, e é normalmente no seio das famílias onde os desequilíbrios e as falhas a nível comunicacional se fazem mais sentir, fazendo com que ocorram problemas e tudo isso acabe por originar consequências a vários níveis.
Por esse motivo é que é tão importante promover a aquisição de competências de comunicação favoráveis que possibilitem a resolução de problemas e a prevenção de crises.
De uma maneira geral, essa aquisição de competências comunicacionais permitem, por um lado, expressar, de forma clara, as ideias e opiniões e, por outro, encorajar as pessoas a darem a conhecer as suas necessidades.
Permite ainda com que cada pessoa comunique de forma mais adequada, possibilitando que os outros compreendam melhor a informação que lhe é transmitida, adquira mais confiança e diminua níveis de ansiedade.
A forma como comunicamos acaba por ter um impacto fundamental no resultado que esperamos atingir, daí que a forma como o fazemos tenha que ser a mais favorável.
Por vezes, as famílias precisam de ser ajudadas e ensinadas a adotar estratégias mais adequadas, que possibilitem o treino assertivo daquilo que se pretende promover e/ou alterar.
Uma comunicação assertiva significa emitir uma mensagem seguindo um objetivo, com coerência entre sentimentos, pensamentos e atitudes.
Drumont (1993) considera que a boa comunicação envolve o aperfeiçoamento de cinco elementos críticos: a autoimagem; o saber ouvir; a clareza de expressão; o saber lidar com as emoções; a autoabertura (processo de desenvolvimento do indivíduo).
O cariz clínico, terapêutico e relacional das abordagens familiares dirigidas às famílias, atua sobre esses aspetos, permitindo com que cada elemento desenvolva novas aptidões capazes de atuar na resolução de problemas.
Quando as pessoas se encontram com dificuldades tendem a prender-se aos problemas que as rodeiam e esquecem-se de reparar nas coisas boas que os outros fazem. Dizer aos outros as pequenas coisas que eles fazem que nos agradam ajuda-os a continuarem a tentar quando a situação é difícil, melhora o moral de cada elemento e cria um ambiente onde as pessoas são capazes de trabalhar em conjunto para resolver problemas.
Muitos problemas e objetivos são complicados e é pouco provável que se resolvam simplesmente por meio de pedidos “positivos”. No entanto, pedidos feitos de forma firme, específica e construtiva ajudam a criar um ambiente de colaboração na resolução de problemas.
Este tipo de intervenção possibilita ainda a prevenção de conflitos, ao possibilitar o treino para a resolução de problemas passo a passo.
Contacto
LISBOA
Clínica Gémeos
Avenida Conde Valbom, 82, 1º Dt.º
SETÚBAL
Consultório de Saúde Mental
Avenida 5 de Outubro, 47, 4º Dt.º
916 286 042
saudemental.consult@gmail.com